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ECONOMIA

JBS suspende produção de carne bovina em 33 de 36 unidades no Brasil por três dias

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banner_propaganda2-3A JBS afirmou nesta quinta-feira que suspendeu a produção de carne bovina em 33 de suas 36 unidades que mantém no país por três dias, citando redução de vendas, conforme comunicado da multinacional de alimentos.

Para próxima semana, a companhia informou que irá operar em todas as suas unidades com uma redução de 35 por cento da sua capacidade produtiva.

“Essas medidas visam ajustar a produção até que se tenha uma definição referente aos embargos impostos pelos países importadores da carne brasileira”, afirmou a empresa, acrescentando que está empenhada na manutenção do emprego dos seus 125 mil colaboradores em todo o Brasil.

Às 16h48, as ações da maior processadora de carne do mundo recuavam 1,1 por cento, a 10,83 reais.

A suspensão já havia sido comunicada para as unidades da JBS em Mato Grosso na quarta-feira, 22. A decisão não deve afetar os pecuaristas no curto prazo. De acordo com especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de informação em tempo real daAgência Estado, os produtores ainda detêm pastagens em bom estado, que permitem a manutenção das boiadas nas propriedades a um custo relativamente baixo pelo menos até maio, quando a estiagem ganha força. Além disso, a medida tomada pela empresa é considerada até natural em meio às incertezas geradas pela Operação Carne Fraca, deflagrada no dia 17 de março pela Polícia Federal.

“No momento não assusta. Se a JBS não tomasse essa decisão, o próprio pecuarista iria parar de vender. Estamos no período de águas (chuvas), o que nos ajuda a manter os animais nos pastos”, destacou Luis Fernando Conte, produtor na região de Juara e vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). O Estado, que tem o maior rebanho bovino do País, possui 40 frigoríficos, sendo 21 em atividade e 11 desses pertencentes à JBS, comentou. Só no norte e noroeste, onde fica Juara, o plantel é de 5 milhões de cabeças.

A crise resultante da Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta (18), provocou a suspensão das importações de carne por parte de diversos clientes brasileiros.

As exportações praticamente pararam: caíram de uma média de US$ 63 milhões, que vinha sendo registrada por dia útil em março, para US$ 74 mil na terça (21) —tombo de 99,9%.

As negociações de bovinos com frigoríficos também travaram, segundo afirmou à Folha na terça Sérgio De Zen, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e professor da Esalq/USP.

11 países ainda têm restrições à carne brasileira, diz ministério (na FOLHA)

Onze países ainda estão impondo restrições à entrada de qualquer tipo de carne do Brasil, informou o ministério da Agricultura na tarde desta quinta-feira (11).

O número é muito superior ao divulgado no dia anterior pelo ministro da pasta, Blairo Maggi. Em depoimento ao Senado, ele informou que apenas China e Hong Kong ainda estavam restringindo a entrada de qualquer carne brasileira.

A informação repassada pelo ministro aos senadores foi que todos os outros países haviam aceitado as explicações do governo brasileiro e restringido apenas a entrada de produtos de 21 frigoríficos que foram interditados ou tiveram suas licenças para exportar suspensas pelo próprio governo do Brasil após o início da Operação Carne Fraca. Essas 21 plantas tinham exportado menos de 1% dos produtos brasileiros em 2016.

Mas, em comunicado nesta tarde, a assessoria de imprensa do ministério da Agricultura divulgou uma lista com 11 países para onde as exportações ainda estão suspensas, nove além de China e Hong Kong. As informações são do grupo interministerial criado para acompanhar a crise e são atualizadas com dados oficiais de países importadores ou de embaixadas do Brasil.

As exportações para Chile, Argélia, Jamaica, Trinidad e Tobago, Panamá, Qatar, México, Bahamas e São Vicente e Granadina também permanecem com diferentes estágios de restrição.

Jamaica, Trinidad e São Vicente estão fazendo recall dos produtos brasileiros, além de suspender novas compras. O México, que compra frango do Brasil, aplicou uma suspensão preventiva. Como China, o Qatar está inspecionando no porto toda a carne enviada do Brasil para o país.

Até mesmo o Chile, país que o ministro Maggi chegou a ameaçar com retaliação comercial caso houvesse bloqueio à carne brasileira, está mantendo a suspensão temporária, situação que é classificada pelo governo brasileiro da mesma forma que a de Hong Kong.

De acordo com os dados do ministério, outros 14 países importadores já teriam aceitado as explicações e revisto suspensões e bloqueios, entre eles a União Europeia e os EUA. Os americanos decidiram tomar medidas adicionais de controle das carnes importadas do Brasil.

Para tentar evitar maiores estragos às exportações brasileiras, que caíram para uma média diária equivalente a perto de 0,1% do valor de antes da Operação, o ministro deu entrevista pela manhã à jornalistas estrangeiros e depois seguiu para Rio Verde (GO) onde visitou um frigorífico com integrantes do governo chinês da área de inspeção sanitária e jornalistas do país.

Diário do Triangulo 17458109_1283516065097236_7429722647598291507_n

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