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Megaoperação prende 170 pessoas ligadas a facções criminosas em MG

CM-2679

Os serviços de inteligência das polícias Militar e Civil investigaram durante três meses o paradeiro de cada um dos criminosos

Homicidas, traficantes de drogas, estelionatários e assaltantes de bancos. Ao todo, 170 criminosos ligados a facções, entre elas o PCC (Primeiro Comando da Capital), foram presos de uma só vez na manhã desta terça-feira (3), em diversas cidades mineiras das 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp) do Estado, durante uma mega operação batizada de “O Regresso” por causa do grande número de mandados de prisão contra fugitivos do sistema prisional.

Para recapturar esses bandidos, os serviços de inteligência das polícias Militar e Civil investigaram durante três meses o paradeiro de cada um deles. O balanço da operação foi apresentado em coletiva de imprensa, nesta terça, em Belo Horizonte, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

De acordo com o superintendente de investigação de Polícia Judiciária da Polícia Civil, o delegado Carlos Capistrano, as cidades onde as prisões ocorreram não serão divulgadas por motivos de “segurança”. A reportagem, apurou, no entanto, que alguns bandidos foram detidos em BH, Itaúna, Formiga e Divinópolis.

Segundo o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais e de Execução Penal do MPMG, Henrique Macedo, as 170 pessoas que foram presas na operação representavam “grande impacto para a segurança pública do Estado” porque cometeram crimes violentos, fugiram de presídios e voltaram a praticar novos delitos.

“Selecionados os alvos, localizamos os criminosos foragidos que estavam espalhados por todas as regiões de Minas Gerais. Distribuímos então centenas de policiais pelos municípios, que tiveram o apoio de viaturas e aeronaves, para cumprirmos os mandados de prisão num mesmo dia. A operação se chama ‘O Regresso’ porque a maioria deles já frequentou o sistema prisional. Vários estavam foragidos há muito tempo e ainda prosseguiram em atividades criminosas”, explica Macedo.

Apesar das 170 prisões, outros 119 criminosos que também tiveram o mandado de prisão expedido pela Justiça no âmbito da operação “O Regresso” não foram encontrados nesta terça pelos policiais. “A operação continua. O próximo passo é capturar os alvos que ainda não foram localizados”, disse o promotor, que destacou ainda as atividades policiais e do MPMG que darão sequência à operação, com base nos depoimentos dos presos.

“Em seguida, vamos reunir os processos desses foragidos que estavam suspensos e dar celeridade para finalizar os inquéritos. O objetivo é dar ao juiz da execução penal os instrumentos necessários para que ele possa de fato fazer o cumprimento da pena e afastar esse indivíduo da sociedade”, complementa.

Atualizada às 15h42.

pais e filho

 

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