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Minas tem nove acidentes com vítima por hora

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Uma tragédia diária, com resultados diluídos na rotina do trânsito, se desenrola em ruas, avenidas e estradas que cortam o estado com maior malha viária do país.

Na Semana Nacional de Trânsito, que busca a conscientização de motoristas para o risco de desastres e a importância da prevenção, a constatação é de que a cada hora quase 10 ocorrências com vítimas são registradas em Minas Gerais.

Os números, contabilizados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), apontam que de janeiro a julho deste ano foram 45.759 acidentes de trânsito com mortos ou feridos em áreas urbanas e rodovias sob jurisdição da Polícia Militar, nos quais 3,7 mil pessoas foram atropeladas. A situação é, na verdade, ainda mais grave, já que a estatística não considera dados de BRs sob fiscalização federal no estado, onde de janeiro a agosto ocorreram mais 8.766 acidentes com vítimas.

Para o doutor em engenharia de tráfego pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Frederico Rodrigues, há fatores que contribuem para desastres como esse, com mortes e pessoas gravemente feridas. “De modo geral, rodovias em áreas urbanas, como é o caso do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, causam acidentes com mortes e feridos. Também são fatores para ocorrências graves interseções das estradas com áreas urbanas e, nas vias de áreas rurais, pontos estreitos que não permitem ultrapassagens.

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Na avaliação do especialista, iniciativas como a Semana Nacional de Trânsito, que tem um conjunto de ações educativas, são importantes. “Mas, além da conscientização dos motoristas, são necessárias as intervenções que afastem as situações de risco nas vias”, pontuou.

MENOS TRÁFEGO
Segundo o levantamento sobre desastres com vítimas feito pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, os dados de janeiro a julho deste ano mostram uma leve retração quando comparados com igual período em 2016. No ano passado, foram 49.794 ocorrências com vítimas no estado, o que equivale a um recuo de 8% neste ano. Porem, para Frederico Rodrigues, essa queda não pode ser atribuída a iniciativas governamentais.

“Em análise do volume de tráfego no país entre 2014 e 2016, com base em dados públicos, percebe-se uma queda de 7% resultante da crise econômica. Com menor circulação de veículos transportando cargas nas rodovias, entre outros, ocorre redução de acidentes. As ações de segurança pública diante desse quadro não fizeram diferença”, analisa o doutor em engenharia de tráfego. Segundo ele, até o fim do ano a previsão é de 14% de veículos a menos trafegando pelas estradas brasileiras.

Portal www.em.com.br17458109_1283516065097236_7429722647598291507_n

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