REGIÃO

Triângulo e Alto Paranaíba têm mais de 4 mil casos prováveis de dengue em 2018

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Levantamento da SES-MG mostra que das 61 cidades da região com casos da doença, oito têm incidência muito alta. No país, 62 pessoas morreram com dengue em 2018.

ais de 4.400 casos prováveis de dengue foram registrados em 2018 em municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba até o dia 3 de julho.

O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mostra que das 61 cidades da região com casos da doença, oito têm incidência muito alta de dengue – Santa Vitória, Lagoa Grande, Ituiutaba, Delta, Conceição das Alagoas, Capinópolis, Campos Altos e Araporã.

Nestes primeiros seis meses do ano, foi registrada uma morte por dengue na região. O óbito é referente a um morador da cidade de Uberaba e foi confirmado em abril.

Casos prováveis de dengue em cidades da região:

  • Abadia dos Dourados: 3
  • Água Comprida: 6
  • Araguari: 36
  • Araporã: 41
  • Arapuá: 1
  • Araxá: 69
  • Brasilândia de Minas: 3
  • Cachoeira Dourada: 8
  • Campina Verde: 10
  • Campo Florido: 5
  • Campos Altos: 118
  • Canápolis: 51
  • Capinópolis: 107
  • Carmo do Paranaíba: 3
  • Carneirinho: 2
  • Cascalho Rico: 2
  • Centralina: 35
  • Conceição das Alagoas: 181
  • Conquista: 2
  • Coromandel: 3
  • Delta: 106
  • Estrela do Sul: 1
  • Fronteira: 15
  • Frutal: 74
  • Guarda-mor: 14
  • Gurinhatã: 22
  • Ibiá: 2
  • Indianópolis: 2
  • Ipiaçu: 8
  • Iraí de Minas: 2
  • Itapagipe: 7
  • Ituiutaba: 655
  • Iturama: 39
  • Limeira do Oeste: 3
  • Matutina: 1
  • Monte Alegre de Minas: 10
  • Monte Carmelo: 11
  • Nova Ponte: 16
  • Patos de Minas: 39
  • Patrocínio: 33
  • Perdizes: 3
  • Pedrinópolis: 1
  • Pirajuba: 24
  • Planura: 42
  • Prata: 54
  • Pratinha: 1
  • Presidente Olegário: 1
  • Rio Paranaíba: 3
  • Sacramento: 68
  • Santa Juliana: 38
  • Santa Vitória: 100
  • Uberaba: 601
  • Uberlândia: 1.374
  • São Francisco de Sales: 2
  • São Gonçalo Abaeté: 5
  • São Gotardo: 1
  • Serra do Salitre: 3
  • Tupaciguara: 18
  • União de Minas: 1
  • Vazante: 34
  • Veríssimo: 3

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Dengue no país

O Brasil teve 62 mortes e 1.659 casos confirmados de dengue em 2018, conforme o boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (6). Das infecções confirmadas, 136 casos foram considerados graves e 1.523 com sinais de alarme. Os dados foram registrados entre 31 de dezembro de 2017 e 9 de junho de 2018.

De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus da dengue é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e causa doença febril aguda. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e autolimitados. Contudo, uma pequena parcela dos infectados evolui para doença grave.

Estima-se que 2,5 bilhões de pessoas no mundo vivam em área de risco de transmissão do vírus, o que causa entre 50 milhões e 100 milhões de infecções e 20 mil mortes anualmente.

A dengue possui quatro sorotipos (DENV 1, 2, 3 e 4), todos com circulação no Brasil. A infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. No entanto, uma segunda infecção – por um outro sorotipo – é um fator de risco para o desenvolvimento da forma grave da doença.

Entenda quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)Entenda quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)

Entenda quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)

Sintomas

A infecção por dengue pode ser sem sintomas, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, perda de peso, náuseas e vômitos são comuns aos infectados com a doença. Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas, entre outros sintomas. São sinais de alarme:

  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome;
  • Vômitos persistentes;
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Sangramento de mucosa ou outra hemorragia;
  • Aumento progressivo do hematócrito;
  • Queda abrupta das plaquetas.

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